Funcionários da Eletronorte Amapá temem demissões (Foto: Abinoan Santiago/G1)
Servidores da Eletrobras/Eletronorte Amapá e de outros órgãos e membros de entidades sindicais participaram nesta terça-feira (5) de audiência que tratou da privatização da empresa. O debate ocorreu no auditório da Justiça Federal e foi mediado pelo juiz João Bosco, responsável por julgar o processo no estado.
A Eletrobras é a maior empresa de energia elétrica da América Latina e suas subsidiárias somadas representam a maior soma do setor elétrico brasileiro, responsáveis por um terço da energia elétrica gerada e cerca de 50% de todo sistema de transmissão de energia elétrica do País. No Amapá, a subsidiária Eletronorte é responsável pelo fornecimento de energia para cerca de 60% do estado.
Os funcionários estão preocupados com a proposta do Governo Federal e temem acontecer um processo desenfreado de demissões.
“Somos mais de 200 empregados, fora os conveniados, terceirizados e outros colaboradores. Tememos a perda do nosso emprego, mas também lamentamos o que pode acontecer com o Amapá. Significa menos dinheiro circulando, mais aumento de taxa de energia, menos investimentos em ampliação das estruturas”, argumenta José Pinheiro, da Associação da Eletrobras/Eletronorte.
José Pinheiro, da Associação Eletrobras/Eletronorte Amapá (Foto: Rita Torrinha/G1)
O presidente do Sindicato dos Urbanitários, Audrey Cardoso, também mostrou descontentamento com a privatização e a forma como está sendo conduzido o processo.
“Eu fico muito preocupado, porque o governo federal está andando rápido com essas medidas. Criou um pacote de privatizações que só trás lucro para estrangeiro e prejudica o Brasil, e o Amapá não está livre. A gente tem que agir e conscientizar as pessoas da importância da Eletronorte e barrar essa inciativa absurda e irresponsável”, ressaltou.
No estado, o processo de privatização está nas mãos do juiz Bosco. Ele explicou que a audiência foi convocada para que a consulta popular lhe desse subsídios para estruturar o processo de decisão judicial.
Audiência ocorreu no auditório da Justiça Federal no Amapá (Foto: Rita Torrinha/G1)
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