quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Câmara prorroga prazo para concluir CPI da Copasa em Divinópolis 

Divinópolis registrou problemas no abastecimento de água em agosto de 2017 (Foto: Joana Machado/Arquivo pessoal )Divinópolis registrou problemas no abastecimento de água em agosto de 2017 (Foto: Joana Machado/Arquivo pessoal )

Divinópolis registrou problemas no abastecimento de água em agosto de 2017 (Foto: Joana Machado/Arquivo pessoal )

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Divinópolis, que apura denúncias de irregularidades na prestação de serviço da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) na cidade, prorrogou por mais 60 dias, o prazo para o encerramento das investigações.

O processo foi instaurado em setembro de 2017, e a previsão de encerramento dos trabalhos era até o fim deste mês.

O presidente da CPI, o vereador Sargento Elton (PEN), informou nesta quarta-feira (7) que a comissão pediu a prorrogação dos trabalhos devido ao atraso no recebimento de documentos por parte da Prefeitura, que são considerados imprescindíveis para a conclusão do relatório.

"O relatório final já está bem encaminhado. Agora só preciso analisar todo esse material da Prefeitura que chegou de última hora e creio que esse trabalho nem dure os 60 dias", comentou o vereador.

O presidente da comissão explicou que, no relatório final, além dos documentos colhidos durante as oitivas, será anexada a defesa por parte da Copasa. O G1 entrou em contato com a concessionária e a Prefeitura e aguarda retorno.

A CPI foi criada em setembro de 2017 após o município enfrentar problemas com o abastecimento de água.

A Portaria 185, instituída pelo vereador e presidente da Câmara, Adair Otaviano (MDB), em atenção ao requerimento do vereador Cleiton Azevedo (PPS) e reforçado por 15 assinaturas, nomeou os vereadores Ademir Silva (PSD), sargento Elton (PEN), Roger Viegas (PROS) e Zé Luiz da Farmácia (PMN) como membros da comissão. O autor do requerimento também compõem o grupo.

Os primeiros depoimentos recebidos pela comissão foram da Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Supram) e do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam).

Durante as investigações foram ouvidos também moradores de Divinópolis, representantes da Agência Reguladora de Água e Esgoto de Minas Gerais (Arsae), representantes da Copasa, o prefeito de Divinópolis, Galileu Machado (MDB), e o ex-prefeito Vladimir de Faria Azevedo (PSDB).

O processo contou ainda com análise de contratos, principalmente, os que dispõem diretamente sobre a execução dos serviços municipais de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

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