quarta-feira, 5 de abril de 2017

Ambulância do Samu sofre princípio de incêndio em Teresina

Servidores que estavam de plantão na hora do incidente, ocorrido na noite de terça-feira (4), usaram extintores para controlar o fogo.

Ambulância pega fogo no pátio do Samu em Teresina

Um princípio de incêndio atingiu uma das ambulâncias estacionadas no pátio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Teresina por volta de 22h de terça-feira (4). Os servidores do órgão fizeram uma paralisação de advertência por conta de corte de insalubridade, produtividade e adicional noturno. No final da tarde de ontem, motoristas e o pessoal do setor administrativo aderiram à greve da saúde, deflagrada desde o dia 10 de março.

"Essa unidade estava estacionada e do nada começou a incendiar. Usamos extintores para apagar o fogo. Agora você imagina se este fogo estivesse sido ocasionado durante um socorro. Essa é a situação do Samu: trabalhamos com unidades sucateadas”, declarou uma funcionária que preferiu não se identificar.

Um vídeo feito pelo G1 mostra o pó químico do extintor por toda a área da ambulância. Na manhã desta quarta-feira (5) um reboque foi até o Samu pegar a unidade incendiada, mas não chegou a ser retirada, porque segundo servidores, é necessária a realização de uma perícia da Polícia Federal, já que o veículo pertence ao patrimônio da União.

Anselmo Pinheiro, diretor do Sindserm, contou que o Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserm) vai investigar o descarte de documentos denunciando problemas nas ambulâncias e que foram encontrados no lixo. Os servidores do Samu relatam que vinham reclamando dos problemas nas ambulâncias há bastante tempo através de um check-list. No entanto, os documentos feitos pela equipe de plantão relatando os defeitos apresentados nos veículos foram encontrados molhados e no lixo do depósito da prefeitura.

"Isto é uma tentativa de relaxamento completo para não consertar os carros. São relatos de ambulâncias com ar-condicionado quebrado, sem pneu de estepe, pneus carecas, com goteiras e outros problemas mecânicos", relatou um dos motoristas.

Servidores do Samu aderiram a greve da Saúde Municipal (Foto: Gilcilene Araújo/G1)Servidores do Samu aderiram a greve da Saúde Municipal (Foto: Gilcilene Araújo/G1)

Servidores do Samu aderiram a greve da Saúde Municipal (Foto: Gilcilene Araújo/G1)

Atendimento comprometido

Das 10 ambulâncias, apenas três estão atendendo a população da capital que é de mais de 847 mil habitantes. Por conta da adesão dos motoristas e servidores do administrativo à greve, médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem estão com as atividades comprometidas.

Segundo o Sindserm, o Samu de Teresina conta com aproximadamente 300 funcionários para uma média diária de 200 atendimentos externos, fora as instruções de socorro repassadas pelos profissionais por telefone.

Teresina conta com 10 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, sendo sete unidades básicas, três de suporte avançado, além de duas motolâncias.

Nota da prefeitura

O secretário municipal de saúde, Sílvio Mendes, explicou que dos 11 mil funcionários da saúde, que consomem mais da metade do total da folha de pagamento da prefeitura, 8 mil recebem insalubridade de acordo com a lei. Para controlar quem deve receber o benefício, a Fundação Municipal de Saúde conta com um serviço de medicina do trabalho, com 3 médicos que avaliam os servidores.

"Essa equipe identificou que quase 8 mil recebem de acordo com a lei e 267 não deveriam receber por não ter âmparo legal. A partir do momento que nós tomamos conhecimento desta ilegalidade, o que nos cabe fazer é suspender o pagamento, sob pena de comenter algo ilícito", destacou.

Segundo Sílvio Mendes, o sindicato reivindicou e pediu que fossem reavalidos os casos dos 267 servidores e que um perito acompanhasse a equipe de médico do trabalho para verificar se realmente estava correto a situação. O secretário prometeu que onde houver algum equívoco de um servidor que tenha direito e não esteja recebendo, o pagamento será resposto.

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