Doação das obras foi um desejo do artista. A academia Amapaense Maçônica de Letras está encarregada de fazer as entregas.
Um acervo com mais de 1,1 mil pinturas do artista plástico Carlos Prado está sendo doado a instituições públicas e privadas do Amapá. As obras estavam em exposição na Fortaleza de São José de Macapá, no mês de março. Prado morreu no dia 15, aos 69 anos, com complicações nos rins. Ele morava com a família, na capital amapaense.
Na terça-feira (4), membros da Academia Amapaense Maçônica de Letras, instituição responsável pela distribuição das obras, entregaram três pinturas para a Rede Amazônica no Amapá. Segundo eles, a doação era um desejo do artista, que queria suas obras espalhadas pelas dependências dos meios de comunicação de massa do estado.
Os trabalhos foram entregues para o diretor de jornalismo da Rede Amazônica no Amapá, Arilson Freires.
De acordo com Wellington Silva, curador da Academia Amapaense Maçônica de Letras, até terça-feira, 18 obras haviam sido doadas para instituições no Amapá. Segundo ele, uma parte do acervo ficará com a instituição, para futuras exposições.
O presidente da academia, Ulysses Santos dos Santos, lembrou que o público também poderá ter obras do artista fazendo uma solicitação por escrito na Fortaleza de São José de Macapá, onde o acervo está guardado.
Carlos Prado foi um artista conhecido no Brasil pela velocidade com que pintava suas obras. Ele buscava quebrar o recorde pessoal de produção em massa de pinturas, e chegou a produzir mil obras em 30 dias. O artista pretendia ultrapassar a marca, com dois mil trabalhos, mas, morreu antes de concluir o desafio.
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