quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Grupo de combate ao crime organizado da PF vai atuar com agentes da Força Nacional

Composto por agentes da própria Polícia Federal e por policiais civis que integram a Força Nacional de Segurança Pública, o grupo especial de combate ao crime organizado, no âmbito da Polícia Federal no Ceará, vai começar a atuar na "Operação Concórdia", que pretende coibir a ação das facções criminosas que se instalaram no estado.

"A tratativa para a criação desse grupo foi iniciada, junto à Direção-Geral da Polícia Federal, bem antes de ocorrer a chacina [de Cajazeiras] e do conflito em Itapajé", explica Delano Cerqueira Bunn, superintendente da PF no Ceará.

"A ideia é trabalhar em parceria com o Governo do Estado em ações de inteligência para mapear, desarticular, identificar e coibir as formas de financiamento, monitorar - em caso de indivíduos presos - e prender os integrantes que estiverem soltos", diz o superintendente.
Criminosos atiram em festa em Fortaleza. Local foi fechado pela polícia. (Foto: Gioras Xerez)Criminosos atiram em festa em Fortaleza. Local foi fechado pela polícia. (Foto: Gioras Xerez)

Criminosos atiram em festa em Fortaleza. Local foi fechado pela polícia. (Foto: Gioras Xerez)

De acordo com Bunn, esses agentes, mesmo não fazendo parte dos quadros da PF, recebem treinamento da Secretaria Especial de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, para atuar em ações especiais.

"Com o treinamento, os integrantes da Força Nacional de Segurança Pública recebem a chancela da Polícia Federal para essa atuação especial", explica. A "Operação Concórdia" é temporária e vai durar o período que for necessário para as ações a que se propõe, segundo o superintendente da PF no Ceará.

"A proposta é atuar com estratégia, inteligência e integração com as forças de segurança pública estaduais e municipal", disse.

Pedido de reforço

Camilo Santana se encontrou com Temer em Brasília e solicitou reforço no combate ao crime organizado (Foto: Governo do Estado/Divulgação)Camilo Santana se encontrou com Temer em Brasília e solicitou reforço no combate ao crime organizado (Foto: Governo do Estado/Divulgação)

Camilo Santana se encontrou com Temer em Brasília e solicitou reforço no combate ao crime organizado (Foto: Governo do Estado/Divulgação)

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), pediu R$ 15 milhões de apoio financeiro ao presidente Michel Temer para investir no Centro Integrado de Inteligência do Ceará. O pedido foi feito na tarde do dia 30 de janeiro, quando Camilo participou de audiência com o chefe do executivo nacional, em Brasília.

O objetivo do Centro integrado é dar mais agilidade no combate ao crime organizado, segundo Camilo Santana. "Vamos integrar todas as 'inteligências' dessas instituições para unificar as estratégias, a investigação e a punição dessas pessoas", disse.

Ações contra facções

Camilo Santana anunciou após as Chacinas de Cajazeiras e de Itapajé, diversas medidas de combate às facções que atuam no Ceará. O governador também informou sobre a criação de um grupo especializado de combate ao crime organizado no âmbito da Polícia Federal no Ceará, a fim de que sejam fortalecidas as investigações sobre tráfico de drogas, de armas e proteção de fronteiras, por exemplo.

"Essa é uma responsabilidade constitucional do Governo Federal. Estou até pedindo uma audiência com o presidente da República para cobrar ações mais efetivas do Governo Federal contra o crime organizado."

O Tribunal de Justiça do Ceará criou uma vara especial para julgar crimes envolvendo membros de facções criminosas. A Vara de Delitos de Organizações Criminosas tem objetivo de acelerar esses casos.

"A iniciativa visa a dotar o Judiciário de meios mais adequados para empreender agilidade ao julgamento de processos dessa natureza", explica o desembargador Gladyson Pontes.

Chacina em Fortaleza (Foto: Igor Estrella/G1)Chacina em Fortaleza (Foto: Igor Estrella/G1)

Chacina em Fortaleza (Foto: Igor Estrella/G1)

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