Crime ocorreu no estádio Antônio Vilela, o Vilelão, abandonado em Santana (Foto: Jonhwene Silva/Arquivo GE-AP)
Morreu na terça-feira (6), no Hospital Estadual de Santana, o vigilante Almir da Silva Costa, de 47 anos. Ele foi espancado e encontrado inconsciente e sem roupas no dia 29 de janeiro, no estádio Antônio Vilela, o “Vilelão”, local abandonado e usado como abrigo por usuários de drogas há mais de 8 anos. Duas pessoas são apontadas como autoras do crime.
A Polícia Civil do Amapá agora trata o caso como latrocínio, já que a vítima morreu após ter o celular, relógio, roupas e dinheiro levados pelos criminosos. Inicialmente, o crime era considerado como roubo qualificado.
O primeiro suspeito de participação no latrocínio foi preso na terça-feira. Raul de Brito Aimoré, de 41 anos, teve a prevenção preventiva decretada e, em depoimento para a polícia, negou a acusação.
Outro suspeito, Sandro Vasconcelos Lobato, de 42 anos, conhecido pelo apelido de “Cara de Piçarra”, também teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e é considerado foragido. A Polícia destacou que moradores denunciaram que receberam ameaças para manter sigilo sobre o paradeiro dele.
Almir da Silva Costa, de 47 anos, morreu após ser espancado e roubado no Amapá (Foto: Arquivo da família)
Almir da Silva Costa desapareceu no dia 27, mas chegou a ser visto por populares no mesmo dia em que foi achado morto. Familiares e amigos mobilizaram conhecidos pelas redes sociais para encontrar o vigilante que sofria com alcoolismo e epilepsia, segundo uma sobrinha dele que não quis ser identificada.
De acordo com a delegada Luíza Maia, um dos envolvidos no crime conhecia a vítima desde criança e teria sido ele quem atraiu o vigilante até o estádio. Apesar da violência, ela descarta outra motivação além da intenção de roubo.
“A vítima foi achada no interior do Vilelão, com lesões gravíssimas e baixa respiração […]. Tratamos inicialmente o caso como roubo qualificado devido à agressão, sendo que ele foi encontrado desprovido de roupas, sem seu celular e até sem a dentadura”, ressaltou a delegada.
O vigilante deixou dois filhos e está sendo velado na casa de familiares no município de Santana. Para Luíza Maia, o crime de roubo foi planejado, mas a vítima teria reagido, o que resultou nas séries de agressões.
“A vítima apanhou muito na cabeça e teve traumatismo craniano. Ele chegou a ser operado, mas seis dias depois veio a óbito cerebral e, em seguida, faleceu. Como foi um resultado de uma ação violenta, solicitei exames de necrópsia”, finalizou.
Estádio serve como abrigo para usuários de drogas em Santana (Foto: Jonhwene Silva/Arquivo GE-AP)
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